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out 09

PERGUNTAS FREQUENTES?

O QUE SE DEVE FAZER PARA SABER SE A PESSOA ESTÁ USANDO DROGAS?

podem ser observados no comportamento, quando a pessoa se torna mais eufórica, ou com muita energia, ou disperso ou ainda com comportamento depressivo. Já do ponto de vista físico, é possível observar sinais como pupilas dilatadas ou muito contraídas, coordenação motora alterada, alteração no apetite, alteração do sono.

Do ponto de vista físico: pupilas dilatadas ou muito contraídas, aceleração dos batimentos cardíacos, coordenação motora alterada, aumento ou diminuição do apetite, inquietação, ou alteração no sono podem ser conseqüências do uso de drogas. Preste atenção em alguns objetos, como canudos, seringas, lâminas de barbear, espelhinhos; estes são usados, geralmente, para o consumo de cocaína, por exemplo.

Porém, é importante assinalar que o fato da pessoa apresentar um ou mais destes sintomas não significa necessariamente que está consumindo alguma droga, já que mudanças de comportamento ou alterações físicas podem ter as mais diferentes causas.

POR QUE UMA PESSOA QUE NÃO TEM PROBLEMAS SE TORNA USUÁRIA DE DROGAS?

Muitos começam a usar drogas por curiosidade, por desejo de ter experiências fortes e emocionantes, para sentirem-se integrados com seu grupo de amigos ou por pressão destes. Também há aqueles que, por falta de opções ou por tédio, procuram as emoções que as drogas potencialmente poderiam trazer.

Hoje se sabe que os fatores que levam alguém a experimentar essas substâncias são muito variados, mas que tem origem em três fatores: um deles é a presença da droga, somada a disponibilidade e facilidade ao acesso. Aí se observa inclusive a aceitação da sociedade e até as propagandas, no caso de bebidas e cigarro.

Outro fator é a droga e seus efeitos agradáveis. O adolescente começa a ter uma visão deturpada: ele só percebe os efeitos prazerosos e não mede os efeitos ruins, seja por desconhecer o que a substância causa ou por achar que ele é mais forte que ela.

terceiro fator é o pessoal. Algumas pessoas têm uma estrutura psicológica ou conflitos com os quais não conseguem lidar e buscam na alteração da consciência uma forma de aliviar suas tensões. Isto pode aumentar a probabilidade de uso de drogas.

COMO AGIR QUANDO O USUÁRIO NEGA ESTAR USANDO DROGAS?

A negação deve ser observada como uma recusa em admitir problemas, mesmo quando engano e mentira são conscientes. Assim, é bastante comum que os familiares e amigos do usuário comecem a fazer acusações e a enfrentá-lo, colocando-o contra a parede e fazendo ameaças. Este comportamento, entretanto, reforça fatores como resistências e defensivas do dependente.

O tratamento com base na Terapia Cognitivo-Comportamental parte do princípio de que o que leva a pessoa a mudar seus comportamentos é a motivação, que pode ser explicada como um estado de prontidão ou de avidez para a mudança. Ela pode oscilar de tempos em tempos ou de uma situação para outra, mas também pode ser influenciada por outras pessoas.

Dessa forma o recomendável é evitar o confronto e explorar “o outro lado” no comportamento do paciente. Ele tem fissura pelo consumo da droga mas, ao mesmo tempo, apresenta insatisfação com isso e deseja a mudança.

maneira de fazer essa insatisfação vir à tona é conversar com calma, evitando acusações, mas pontuando de modo claro os problemas que o comportamento do usuário está trazendo para si e para os outros, sem julgamento moral e sem receitas. Explorar esse sentimento que no fundo o faz sofrer e discuti-lo com solidariedade.

Acreditando que o dependente tem em si próprio o desejo de mudar, embora possa negar esta necessidade, é possível auxiliar fazendo vir a luz as razões para a necessidade da mudança de comportamento, esclarecendo os riscos de mantê-lo como está. E há recursos para isso, com possibilidades efetivas de atendimento profissional

O QUE FAZER QUANDO DESCOBRIMOS QUE UM ENTE COMEÇOU A USAR DROGAS?

O primeiro passo é conversar com o usuário para descobrir qual o padrão de uso, como que drogas está usando, se usa com freqüência, aos finais de semana, sozinho ou com amigos: se usa todos dias, apenas nos finais de semana, sozinho ou com amigos.

O ideal é ter uma boa conversa, de preferência partindo de alguém que possua uma relação estreita e de confiança. Às vezes leva um tempo para que o usuário tenha uma mudança de atitude, mas esta é necessária para que encontre dentro de si motivação para procurar ajuda profissional para o tratamento de sua doença.

QUEM É O CULPADO POR ALGUÉM DA FAMÍLIA USAR DROGAS?

Não existe um culpado. Nem o dependente e nem a família. Este sentimento de culpa, aliás, bloqueia o diálogo e impede o tratamento, fazendo com que a família e o paciente percam o foco e se agridam mutuamente. É preciso haver disposição para uma mudança de atitude, uma relação mais saudável por parte da família, contribuindo para a mudança de comportamento do paciente.

A PESSOA PRECISA CHEGAR AO FUNDO DO POÇO PARA PEDIR AJUDA?

Não. Este pensamento é equivocado, com base em preconceitos e que pode causar danos à vida dos usuários. A crença de que supostos benefícios que o fundo do poço poderia trazer ao paciente são baseados em conceitos morais, que entendem o dependente químico como indivíduo que nega sua condição e resiste permanentemente ao tratamento. Desse modo, a mudança só viria a partir do sofrimento extremo, sentido na carne.

Deixar o paciente caminhar para o fundo do poço só faz aumentar as chances de fracasso. No entanto, a negação ao tratamento não é uma condição estável. Ela pode oscilar rumo à motivação convicta para a mudança.

Tal mudança pode ser estimulada pelos grupos de convívio destes indivíduos. Ao contrário do confronto, a empatia e conselhos honestos acerca da situação contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre o paciente e seu meio, o isenta de julgamentos morais e aumenta seu suporte social. Deixa-o, assim, mais propenso a buscar ajuda e menos ao fundo do poço, um ambiente que em sã consciência não se desejaria a ninguém.

COMO RECEBER ALGUÉM QUE ESTEVE INTERNADO?

O momento do reencontro com a família, com os amigos, com a sociedade, é muito importante, por dois motivos. É a hora em que a pessoa entra em contato com o mundo novamente, onde poderá ser exposto a situações que inclusive o levaram às drogas; mas também significa a oportunidade de encontrar alternativas para mudar seu estilo de vida.

O paciente precisa reaprender a viver, agora sem o uso de drogas, substituindo-as por outras atividades que também possam lhe dar satisfação, mudando seu comportamento. Portanto, além da presença da família, a recomendação é de que ele continue com acompanhamento de psicólogos que serão fundamentais nesta fase da vida.

ORIENTAÇÕES PARA CASOS DE EMERGÊNCIA

Em casos mais extremos, a dependência química (álcool e/ou drogas) costuma deixar o indivíduo refém da substância, sem a capacidade de avaliar o mal que ela faz a si e às pessoas que estão próximas. Com isso, por mais evidentes que sejam os danos causados, o dependente rejeita qualquer possibilidade de tratamento.

Há casos em que o dependente químico já passou por uma série de internações voluntárias em comunidades terapêuticas, grupos de auto-ajuda, sem resultado efetivo, e por isso não queira mais se tratar, por mais que o problema persista.

A família, por outro lado, muitas vezes pega de surpresa, não sabe que atitude tomar diante de uma situação tão séria. E neste caso, a decisão mais correta é internar a pessoa. A possibilidade de recuperação deve prevalecer sobre a certeza de que as drogas levam a caminhos que vão da desorganização familiar até a morte por doenças relacionadas ao consumo.

É neste momento que a abordagem feita por profissionais treinados e preparados em lidar com casos de relutância, se torna fundamental para que o indivíduo consiga enxerga sua verdadeira condição e realidade concordando em se engajar em um tratamento de forma voluntaria.

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